Mãe da atriz Lena Dunham ganha exposição em museu |

“Tão orgulhosa da minha mama”, escreve a atriz Lena Dunham no Instagram. Houve um tempo em que a mamãe da criadora do seriado “Girls”, era mais famosa que a filha. Com suas fotos de bonecas executando atividades domésticas, pernas brotando de objetos como livros ou armas de fogo e bonecos manipulados por ventríloquos, Laurie Simmons, 65, fazia parte da geração da fotografia. Este auto-denominado movimento dos anos 80, em Nova York, incluia nomes famosos como Cindy Sherman, Louise Lawler e Richard Price.

Desde sexta-feira, o Jewish Museum, de Nova York, mostra “Laurie Simmons: How We See (Como a Gente Vê)”, a primeira exibição solo (em museu) da carreira da artista. A mostra fica em cartaz até nove de agosto. Laurie criou seis novas fotos gigantes (1,7m X 1,2m) que fazem uma crítica à cultura da “bonequização” das mulheres que, por meio de maquiagem pesada e até de cirurgia plástica, tentam parecer como Barbies.

Laurie fotografou seis modelos com olhos fechados. Mais tarde, uma maquiagem foi aplicada à pálpebra delas, bem nos moldes do kigurumi, subcultura japonesa em que as pessoas se vestem como bonecas e tem os olhos exageradamente grandes, que parecem tirados de personagens de animê japonês.

A “musa” de Laurie foi uma boneca inflável que ela descobriu ao visitar um sex shop no Japão em 2009. Já instalada no ateliê da artista na pequena cidade rural de Cornwall, em Connecticut, a boneca foi fotografada para fazer parte do livro “The Love Doll”, lançado em 2012. Durante a pesquisa para o livro, Laurie tomou conhecimento da obsessão de algumas mulheres por Barbies. Algumas até usavam o YouTube para mostrarem, passo a passo, como a maquiagem de olhos gigantes sob as pálpebras pode ser feita.

Entre as seis modelos escolhidas por Laurie, estão Anja Deng e o transgênico tailandês Peche Di. “Como transgênico, a comunidade boneca-menina teve importante papel em minha transição”, disse Peche Di à revista ARTNews. “Quando era mais jovem, costumava me vestir como personagens de animê japonês, que me ajudaram a crescer dentro de minha própria identidade”.

 

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